Some text

Achados da semana #1

Uma lista dos conteúdos que achei andado pela web

Uma lista dos conteúdos que achei andado pela web

· 9 min de leitura

A web está cheia de conteúdo. Quantitativamente, mais porcaria do que coisa boa ou útil. Há muitos fatos que justificam essa degradação da internet, mas além dessa tangente, é por isso que estou criando essa série semanal, compilando conteúdo da web tanto antigo, quanto recém-lançado, que acho que vale compartilhar. Dessa forma encontro uma maneira de propagar uma curadoria de conteúdo mais pessoal e humana no lugar de contar apenas com algum algoritmo automatizado e frio focado em engajamento do usuário (além de ter um formato de conteúdo facinho de pensar haha. Sério. Tá sendo um jeito de me estimular a postar senão ferrou)

Música

A música eletrônica tem muitos subgêneros, já que, no fundo, ela é apenas um conjunto de ferramentas e recursos diferentes que se baseiam em, adivinhe, coisas eletrônicas. Pop, rap, metal e provavelmente toda a música atual não acústica possuem sons e efeitos sintéticos no produto final. Neste blog, você provavelmente verá que como gostar de música eletrônica pode significar quase qualquer coisa no que diz respeito ao estilo musical.

It came from the 80’s Vol.9

O que é: Um especial de Retro Darkwave Horror Synth.

Existe um gênero de música eletrônica, chamado de forma mais ampla de retrowave, que tenta trazer em produções atuais o que o início dos efeitos eletrônicos e sintetizadores construíram nos anos 80 na sua cultura mainstream. Este gênero pode ter ainda mais subcategorias que especificam todas as formas de interpretar os estilos nostálgicos daquela época, misturados com as formas atuais de produzir música. O termo Darkwave Horror refere-se a batidas sombrias, enérgicas e progressivas que você literalmente poderia ouvir em um filme de terror ou ação da época.

Este canal no YouTube é simplesmente ótimo. Possui muitos sets completos com uma curadoria incrível de diversos subgêneros eletrônicos. Este set é o nono de uma série de 8 anos com esse estilo de darkwave. O canal Reality Breaks (anteriormente “Confused bi-product of a misinformed mind”) pode não ser o maior canal do YouTube, mas tem consistentemente um conteúdo incrível que deveria ser mais conhecido. Vai lá e se inscreve!

DJ Erpeto - Reptal Disease

O que é: O segundo álbum instrumental do DJ Erpeto. Uma beattape da gravadora grega KNKUC.

Desde percussões profundas e sombrias com tambores violentos até batidas dub lentas e misteriosas, este álbum apresenta muitas faixas de hip-hop e outros estilos que combinam perfeitamente para ouvir enquanto eu programo. É realmente interessante como todo o álbum compartilha a mesma vibe de sombria, deixando pistas de uma história mais profunda sobre talvez, como diz o álbum, uma “doença reptiliana? (reptal disease?)”.

System108 Podcast - RLGN

O que é: Um podcast russo de techno underground, com participação de RLGN.

A cena de techno na Rússia é muito rica, com musical experimental e intenso. Um dos nomes que tenho visto muito no YouTube é RLGN. Como descrito em sua página não oficial no Genius: “RLGN é um DJ e produtor baseado em Moscou. Um membro integral da comunidade pioneira FOREVER PUNK e um graduado dos selos PRIVATE PERSONS, TRAM Planet, Electro Music Coalition, NO SERVICE & Don’t Recordings.”.

Este episódio apresenta vários sets em diferentes ambientes, desde belas colinas naturais até algo que é quase uma balada dentro de um dormitório. Viagem total. Você ouvirá de drum and basshard techno e até funk brasileiro! O caldeirão experimental que vai se adicionando faz o set ser uma viagem contínua.

Vídeo

A evidência mais estranha do Cristianismo Antigo

O que é: Uma análise de uma das mais antigas (e estranhas) evidência do Cristianismo.

E se eu te dissesse que uma das mais antigas representações de Jesus e do cristianismo era, na verdade, uma tiração de onda? Pois é. Um dos registros mais antigos sobre o cristianismo é de um cara tirando sarro de outro, dizendo que esse colega decidiu se tornar cristão. Ainda mais estranho, Jesus é retratado de uma forma que você definitivamente não tá acostumado. O cara não só zoa do outro ser cristão, mas também insinua que ele pratica onolatria. Vou deixar você descobrir o que isso significa no vídeo 👀🫏. Esse bullying estranho é um desenho numa parede de roma, chamado de Alexamenos graffito. O vídeo desenvolve mais sobre o assunto.

E esse é outro canal excelente, viu. O História Estranha apresenta fatos específicos ou responde perguntas intrigantes que a gente nem para pra pensar: qual é a visão do cristianismo sobre vida lá fora (e ao longo de toda a sua história)? Como era a religião praticada pelos antigos gregos além da mitologia? Eles frequentavam algo como uma “igreja” regularmente ou realizavam rituais? Os pobres eram mumificados no antigo Egito?, e como eram mumificados de maneira diferente?. QUANDO foi que decidiram qual seria o ano um, do nascimento de Jesus Cristo?. Certo. Acho que vocês entenderam o ponto. Quero dizer, como não se interessar por algum desses assuntos?? Confira o canal, e só pelos títulos você provavelmente encontrará algo que vai querer aprender. Se você curtia revista super interessante ou mundo estranho, o conteúdo é nessa mesma pegada e mais profundo.

O apresentador Henrique Caldeira, bacharel, mestre e doutor em História pela UFMG, aborda diversos assuntos históricos, mas é perceptivel pelo conteúdo que sua especialidade em história da religião e do Ocidente. Uma lição que podemos tirar de seus vídeos, à medida que vemos como crenças tidas como eternas foram moldadas e alteradas por n fatores materiais como política, guerras e pela própria comunidade religiosa, é que não existe uma religião inquestionável. Para os que pregam ódio e proconceito em nome de Deus: Não importa o quanto você queira provar que sua antiga crença superior está correta, há 100% de chance de que você seria considerado um pecador ou inimigo séculos e até décadas atrás pela mesma religião que hoje você defende dogmaticamente.

Minha questão não é que sua religião não vale a pena ser acreditada. O ponto é que nada dá a você o direito de impor suas crenças específicas como as únicas corretas e válidas para o momento atual. Muito menos desreipeitar a religiões de outras matrizes. Ser intolerante e inflexível pode, na verdade, ser o oposto do que se espera de um servo de Deus. Por milênios, filósofos, líderes religiosos, santos então vivos, imperadores, escritores e tradutores debateram sobre como definir e escolher o que é a palavra divina, seja para compreender melhor a vida e o universo ou para controlar as massas. E você acha que sabe como sua religião resolve todos os problemas? Que sua moral religiosa questionável pode passar por cima do trabalho de inúmeros trabalhadores e pensadores que, de fato, estão tentando entender os problemas? Quem aqui parece querer tomar o lugar de Deus e definir o que é bom para todos, ao invés de ir além da percepção da sua carne e entender o problema do outro?

A humildade resume o que é possivel exercitar ao assistir aos vídeos desse canal e isso vale para história no geral. Você percebe que carrega apenas uma pequena fatia das inúmeras formas como a humanidade pensou sobre Deus e o além. E pensar que a sua maneira exata de ver as coisas, com regras rígidas, é suficiente para resolver os problemas do mundo? Um mundo que você sequer compreende plenamente com sua perspectiva individual, da sua época, e ainda mais limitada rolando uma timeline no Twitter? Essa é a visão mais egocêntrica que alguém pode ter. O oposto do que pregava Jesus Cristo, não acha? A humildade não apenas nos coloca em perspectiva quanto à nossa pequenez, mas nos mostra a profundidade do conhecimento e da filosofia, do evangelho e além, necessários para lidar com a humanidade. Estar aberto à perspectiva dos outros é estar aberto ao que os outros - e talvez Deus e o universo - têm a nos oferecer como suas respostas. Essa profundidade do conhecimento é nossa jornada de vida em entender o tudo. Algo que grandes mestres como Jesus Cristo entendiam e viveram aqui na terra. Como é amar como Jesus amou?. Eu não sei essa resposta. É possível que Padre Marcelo Rossi saiba melhor que eu. Mas a história mostra que na religião há muito mais para entender e respeitar, do que impor e controlar, principalmente hoje que todos vivem em suas bolhas digitais como reizinhos da própria opinião.

Nuossa, acabei dando uma aprofundada na coisa. Fica essa análise do canal (e sei lá, sobre história e religião também?) kk

Podcast

Syntax.fm: Spooky Web Dev Horror Stories (Histórias assustadoras dos web dev)

Sobre: Um podcast sobre desenvolvimento de software. Neste especial em duas partes, os apresentadores leem histórias da comunidade sobre situações “assustadoras” ao consertar bugs em produção ou lidar com erros que poderiam custar seus empregos (ou até pior).

O episódio em duas partes se extende com os dois apresentadores fazendo essa leitura dos relatos de desenvolvedores ouvintes do podcast. O episódio é bem engraçado principalmente quando você se identifica com os perrengues que os devs passam e você já sofreu de forma semelhante. Podcast en inglês.

Lições aprendidas:

  • NÃO FAÇA UPDATE SEM WHERE;
  • Não faça deploys na sexta-feira;
  • Verifique regularmente seus backups e a automação pra isso (e não os armazene na mesma máquina onde estão todos os dados atuais);
  • Certifique-se de estar trabalhando no ambiente correto. Em teste/local, não em produção;
  • Não faça deploy na sexta!

Software

Zen Browser

minimal layout

split layout

Sobre: Um navegador baseado no Firefox que apresenta um layout bem opinativo, mas muito bem pensado. Apesar do layout padrão diferentão, o navegador é super personalizável para o seu estilo de preferência.

Alguns dos nerds de mac e produtividade já devem ter ouvido falar do Arc, um navegador que tenta repensar a experiência de navegar na web. Com abas verticais num sidear, perfis para coleções de abas, visualização dividida entre outras coisas. O Zen Browser é a alternativa de código aberto baseado no firefox que traz uma abordagem semelhante.

Embora não tenha literalmente todos os recursos do Arc, a versão alfa dele já é boa o suficiente para ser o meu navegador principal hoje em dia. O layout em tela cheia é ideal para laptops menores, e a barra lateral com abas é ótima pra monitores widescreen. Ele funciona perfeitamente para navegar na web e ainda traz recursos extras úteis no ponto (pelo menos para mim).

Compartilhar:
Voltar ao Blog